|
q u e m é esse cara ? |
|
|
|
|
por Dieter Altenburger
Elton and I are virtual friends since two or three years. We are from totally different generations and continents. In terms of age, I could be his father. I accidentally stumbled over Elton’s fotolog, which called my attention because, at first view, it depicted the futile life of a spoiled kid of a privileged family in the „fantasy island“ of the federal capital of Brazil, who probably never faced any hardship in his life and who’s parents never failed to fulfill any of his wishes. I must admit that the photographic and editorial quality of his postings were actually far better than what you would expect from an 18 year old computer kid. Out of curiosity I followed up on his postings for a while and I left a few comments. After some time we started chatting over the internet and the deeper I got to know Elton, I had to revise my first impression about him. As soon as he found out that I am a foreigner who speaks other languages, he immediately wanted to practice his French and English skills with me, which as a matter of fact were amazingly good for an 18 year old Brazilian. Over the years we chatted many hours (in different languages) over various subjects. For me it was always very inspiring and refreshing to hear Elton’s opinions about things. Before he traveled to Europe I became his personal travel consultant and helped him planning his trip. After knowing Elton for several years over the internet and one short meeting in real life over an afternoon tea in Copacabana, I would describe him as a very bright and open-minded young man who is an excellent talker and very hungry to learn about what is going on in the World. He is an amazing breeze of fresh air. If I was his father, I would be proud of that kid.
por José Roberto Paraíso Quem é Elton Pacheco? Faço questão de dizer. E o farei de acordo com o que sei acerca desse rapaz. Tudo começou em uma tão aguardada segunda-feira do mês de fevereiro do ano de 2005. Meu primeiro dia de aula no curso de comunicação social, com habilitação em jornalismo, do Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb) ¿ você que está lendo o meu texto pela primeira vez, desculpa, pois ele é tão chato quanto eu porque, por exemplo, eu poderia ter escrito a última frase antes dessa interrupção assim: Meu primeiro dia de aula no curso de jornalismo do Iesb. Simples, não é? Mas eu acho que a chatice tem uma razão de ser, por isso não deixo de ser chato nem no artigo do meu nobre colega. Vou sair deste parágrafo e entrar em outro porque senão não conseguirei escrever mais nada sobre ele. Como eu dizia, tudo começou no primeiro dia de aula, que sempre tem apresentação dos professores e alunos. Advinha qual foi a primeira pessoa que falou comigo? Não. Não foi o Elton, mas, sim, um carioca que nunca mais tive notícias. É tanto que nem lembro mais o nome dele. Ah! Lembrei! Ele se chamava Michael. Só lembrei do nome dele porque o cara era realmente gente boa. O Elton deve lembrar dele, pois os dois fizeram amizade tão rápido que organizaram o primeiro churrasco da turma. Se não estou enganado, a Ana Angélica, uma das nossas colegas de sala e dona da casa onde o evento aconteceu, o Elton e o Michel foram os responsáveis pelo primeiro churrasco da turma. Antes de contar como foi a confraternização, apressado leitor, vou dizer-lhes como falei pela primeira vez com o Elton. Acho que você, leitor, se chegou até aqui, deve estar tão impaciente que se pergunta. ¿O artigo não era para dizer quem é Elton Pacheco? Até agora ele só está contando uma historinha¿. Confesso que poderia muito bem dizer o Elton é isso e aquilo e depois explicar porque, mas prefiro fazer o contrário. Vou continuar. Onde foi que eu parei mesmo? Até eu me perco em minhas viagens. Já sei, como eu falei com o Elton pela primeira vez. Numa das apresentações do primeiro dia de aula, pois eram várias, cada professor fazia uma, a gente tinha que dizer o nome, a idade e alguma coisa interessante que fez, fazia ou faz. Lembro que a turma era enorme e bastante diversificada, tinha gente que estava no segundo curso, gente que cursava outro curso na UnB, gente viajada, gente de outro país ou com dupla nacionalidade. Enfim, nossa turma era bastante rica culturalmente. Os primeiros a se apresentar falavam coisas muito interessante. E eu, no meu canto, ficava pensando. ¿Vou dizer que meu nome é José Roberto. Tenho 17 anos e... e o que? Não fiz nada de interessante nessa vida. Não estudei fora, não fiz outro curso. Sou ainda um pirralho, só tenho 17 anos¿. Foi aí que chegou a vez do Elton falar. Não me lembro quais foram as palavras que ele disse. Foi mais ou menos assim: ¿Meu nome é Elton. Acabei de sair do ensino médio e tenho 17 anos. Acho que sou o mais novo da sala¿. O que eu quero dizer é que eu me identifiquei muito com a história dele. Então, quando acabou a aula, vi o Elton se dirigindo para a parada de ônibus. Fui falar com ele para dizer que ele não era o mais novo da sala, pois eu também tinha 17 anos. Bati no ombro dele e disse: ¿E aí, rapaz. Você não é o mais novo da sala¿. Na hora, ele levou um susto, virou para mim como se tivesse visto uma assombração. Não sei o que ele pensou de mim no momento. Sei que eu tentei acalma-lo. ¿Calma. Eu sou da sua sala de aula e ouvi você dizer que achava que era o mais novo da sala. Mas não é não porque eu também tenho 17 anos¿. E foi assim que falei com ele pela primeira vez. E no churrasco, nós nos conhecemos melhor. Estudei com o Elton durante quatro semestres. Quando chegou no quinto, ele trancou o curso... Está vendo leitor, no começo do parágrafo acima eu reclamava da sua impaciência. Agora, eu que estou com pressa. Nem contei com maiores detalhes como foi o churrasco. Mas veja você mesmo o tamanho deste texto. Confesso que me empolguei. Confesso também que tenho outras histórias para contar, como a entrevista para o estágio no Jornal do Congresso. Deixarei para outra ocasião. Vamos para a definição do senhor Elton Pacheco. Finalmente, em todo o período de convivência com o Elton, cheguei a seguinte conclusão: o Elton é um rapaz que só quer viver a vida intensamente. Aproveitar o que há de melhor nela. E ele faz isso do jeito dele, por isso acho ele uma figura. Acho até que o lema dele é ¿Foda-se as desgraças do mundo. A vida é bela e eu quero aproveitar¿. O pior é que ele aproveita mesmo. Faz isso de uma forma muito bonita. Por isso consegue grandes amigos, como o Lincoln, a Fernanda, a Síntia, a Ana, a Adriana... nossa! São tantos! O Elton sabe fazer uma coisa que, infelizmente, ainda não aprendi, cultivar as boas amizades.
|